Fertilização In Vitro cresce 149% em 5 anos no país

O tratamento tem se tornado a opção mais segura para as mulheres

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“A principal causa deste aumento é a gestação tardia da mulher. Postergar a maternidade influencia na qualidade dos óvulos e também dos espermatozoides.”

A fertilização in vitro é um tratamento que tem sido uma ótima opção para mulheres que apresentam dificuldades de engravidar naturalmente. Segundo dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o número de tratamentos aumentou de 13.257 mil em 2011 para 33.790 mil em 2016. Um aumento de quase 150%.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada cinco casais, um terá dificuldade para a gestação. Mas isto não é mais problema diante do avanço da medicina e dos profissionais inseridos nesta causa.

“O aumento foi muito significativo nos últimos anos” – comenta a especialista em reprodução humana assistida em São Paulo, Dra. Adriana de Góes. “A principal causa deste aumento é a gestação tardia da mulher. Postergar a maternidade influencia na qualidade dos óvulos e também dos espermatozoides.” – Para a Dra. Adriana, o tratamento deve ser falado abertamente entre as pessoas, já que isto incentiva o casal a procurar soluções.

O método é realizado através da fertilização no laboratório e transferência de embriões para o útero. Como os embriões são formados fora do útero materno, vem daí a denominação “fertilização in vitro”, também conhecida como “bebê de proveta”. Este método é indicado em casos de falha de inseminação artificial, obstrução tubárea e deficiência significativa dos espermatozoides.” – explica a Dra.

O processo é resumido em seis etapas: a indução da ovulação, com o objetivo de aumentar a capacidade do ovário produzir óvulos. Quando os óvulos estão prontos para serem colhidos e utilizados, são coletados. “O procedimento é feito sob anestesia e completamente indolor” – complementa.

Neste mesmo dia, é realizada também a coleta do sêmen, que é processado e, finalmente, colocado em contato com os óvulos puncionados, no laboratório.
Inicia-se então a indução da ovulação, feita com medicação hormonal. Através de injeções subcutâneas, aumenta a capacidade do ovário em produzir óvulos. Com os dois ovários funcionantes, aumentam as chances de se obter maior número de óvulos, e então maior número de embriões fertilizados no laboratório.
“Quando é aplicada a medicação HCG purificado nos óvulos, promove o amadurecimento dos óvulos e tornam-se prontos para serem colhidos e utilizados” – diz a Dra Adriana. Os embriões são avaliados, selecionados e então, passam para a quarta etapa, a transferência dos embriões para o útero.

Chega o momento mais esperado pelo casal: o teste de gravidez. A Dra Adriana detalha que o teste de gravidez é realizado entre dez a doze dias após a transferência dos embriões.

Segundo a Dra, o número de procedimentos deve crescer ainda mais nos próximos anos. “Realizar o sonho de casais se tornarem pais, é um privilégio e passa também a ser o meu sonho” – complementa. Atualmente o procedimento é encontrado em clínicas de reprodução humana assistida e o profissional deve orientar o paciente com exames e cuidados específicos para cada caso.

Website: http://adrianadegoes.com.br/site02/

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