Residência Multiprofissional é marco na rede de saúde pública de Santos

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Quatorze profissionais de sete categorias vão fazer história na rede básica de saúde pública de Santos. Aprovados no processo seletivo entre mais de 700 candidados, eles integram a primeira turma de Residência Multiprofissional em Atenção Primária em Saúde, aberta oficialmente na tarde desta terça (6), com aula magna a cargo do médico sanitarista Marcos Calvo, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Trata-se da primeira residência da Prefeitura, em parceria com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que terá 80% de sua carga de 60 horas semanais de prática da rede básica de saúde, totalizando 5,7 mil horas nos dois anos da especialização. A universidade  já oferece residência nas áreas de saúde mental e ortopedia. O programa é aprovado pelo Ministério da Saúde, que garante bolsa de R$ 3.330,00 para dedicação exclusiva do profissional.

“Eles serão qualificados em serviço na própria rede municipal, o que se reverterá em benefícios em sua própria formação profissional e no atendimento aos pacientes”, destacou Marcos Calvo, momentos antes de iniciar a aula, no auditório do Museu Pelé. Foram selecionados dois profissionais das categorias de enfermagem, nutrição, terapia ocupacional, serviço social, psicologia, farmácia e educação física. “Por mais avanços que tenham ocorrido, o SUS (Sistema Único de Saúde) nunca está pronto”, comentou o médico sanitarista, lembrando a importância da especialização e envolvimento dos que atuam na rede.

100 MIL PESSOAS/MÊS

Com média de 100 mil pessoas atendidas por mês na rede de atenção básica, a residência multiprofissional integra o Santos SUS, programa iniciado em 2017. “Ele é, na verdade, um grande guarda-chuva, que envolve várias ações, como capacitação em coaching e parceria com universidades para estágio dos estudantes na rede”, comentou o secretário de Saúde Fábio Ferraz, adiantando interesse da Prefeitura para a residência também na área médica.

Conforme explicou, a residência direciona o atendimento a quem mais necessita. “O SUS precisa, fundamentalmente, de profissionais para atuar na rede pública”, prosseguiu. Esse é o objetivo do psicólogo Danilo Briscese, 30 anos, formado em 2015 pela Unifesp, um dos 14 aprovados. “Pela quantidade de inscritos, achei que teria poucas chances”, revelou, dizendo que a classificação foi “uma surpresa”. Ele reconhece que a especialização contribuirá para ampliar o atendimento ao público, normalmente restrito aos consultórios, em sua área

A nutricionista Bianca Doné, formada em 2017, que passou em 1º lugar na seleção, já estava até matriculada para especialização na Unicamp, quando soube do resultado. “Atenção básica é a área que eu gosto e na qual já estava inserida desde o estágio.”

A aula magna contou com a participação da psicóloga Christiane Alves Abdala, da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu), e Luciane Piconez, coordenadora de Formação e Gerenciamento de Recursos Humanos, ambas da Secretaria Municipal de Saúde. Estiveram presentes a diretora da Unifesp, Sylvia Helena Silva Batista, e profissionais da SMS.

Foto: Raimundo Rosa

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