Hospital Santa Cruz marca seus 79 anos em evento histórico

Ao lado de autoridades governamentais, representantes de associações e da indústria, a Instituição festejou uma trajetória repleta de contribuições para a área da saúde, atrelada aos 110 anos de Imigração Japonesa no Brasil

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No dia 11 de maio, o Hospital Santa Cruz (HSC) promoveu evento em sua sede, em São Paulo, em comemoração ao seu 79º aniversário. Ele foi construído para cuidar e manter a saúde dos imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil em 18 de junho de 1908, a bordo do emblemático navio Kasato Maru. A festividade, que também celebrou os 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil, teve a participação de mais de 120 pessoas, entre autoridades governamentais, importantes associações e executivos da indústria que explanaram sobre o segmento da saúde no Brasil e suas perspectivas, além de personalidades que concederam depoimentos como clientes do Hospital. Na ocasião, também foi lançado o Livro ‘Coletânea de Poemas Tanka da Família Imperial do Japão’, com 130 poemas traduzidos pelos doutores Masato Ninomiya e Sonia Regina Longhi Ninomiya, feito especialmente para a data.

Em seu discurso de abertura, Sr. Renato Ishikawa, Presidente do Hospital Santa Cruz, contou sobre a trajetória da Instituição e como sua história está diretamente ligada aos primeiros imigrantes japoneses no Brasil. “Graças aos esforços e a união de todos, foi possível arrecadar fundos que permitiram a inauguração do Hospital Santa Cruz, em 1939. Ao longo dos anos, ele evoluiu e se transformou numa referência no campo da medicina e também na qualidade do atendimento de seus pacientes. Mantivemos nossos estreitos laços entre Brasil e Japão, além de contribuir com a capacitação profissional da equipe médica e a qualidade na prestação de serviços, oferecendo sempre equipamentos de última geração. Por isso, somos reconhecidos como um dos principais símbolos do processo de integração e cooperação entre as duas nações e temos plena convicção que sempre haverá muito que comemorarmos”, declarou.

Para o Cônsul Geral do Japão, Sr. Yasushi Noguchi, a criação do Hospital Santa Cruz foi de suma importância para a população, principalmente para os imigrantes japoneses. “Ao longo dos anos, a Instituição tem contribuído para a sociedade nipo-brasileira por meio da tecnologia de ponta trazida do Japão e pelo intercâmbio do conhecimento na área da saúde entre universidades japonesas e brasileiras”, ressaltou.

O ex-ministro e economista Antonio Delfim Netto deu seu depoimento como paciente e destacou o papel fundamental que o Japão teve para o desenvolvimento do Brasil. “Tenho acompanhado o HSC nos últimos 30 anos e agradeço por tudo que esta Instituição tem feito por mim”, disse. A representante sênior da Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA, Hiroshi Sato, falou sobre o intercâmbio médico-hospitalar entre brasileiros e japoneses. Um dos projetos que a JICA tem desenvolvido com o HSC é o encontro mensal de Telerradiologia, que conta com a parceria do Hospital Universitário da USP e do Hospital Amazônia (Belém-PA), que se conectam, em tempo real, por meio da tecnologia Synapse PACS, da Fujifilm.

Harumi Arashiro Goya, Presidente da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo falou sobre as perspectivas dos nikkeis brasileiros e a integração entre as duas nações, contando a história da imigração japonesa e a importância da comemoração dos seus 110 anos. Kenjiro Takayanagi, Presidente do Subdepartamento Médico da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, discorreu sobre a importância da tecnologia de ponta importada do Japão e sua colaboração para a medicina exercida atualmente no País, a exemplo de equipamentos de imagem, cateteres, camas motorizadas etc.

Dr. Masato Ninomiya, Vice-Presidente do Hospital Santa Cruz, apresentou um panorama sobre a contribuição do relacionamento internacional ao desenvolvimento bilateral dos países. “Temos no Brasil cerca de 2 milhões de descendentes japoneses, que se integraram à cultura brasileira, sem falar nos cerca de 180 mil brasileiros que vivem no Japão. Os dois países caminham juntos”, afirmou. Depois foi a vez de Celso Simomura, vice-presidente da Toyota do Brasil, que falou sobre a implantação do Sistema de Produção da Toyota no HSC, o qual proporcionou mais agilidade, qualidade e segurança ao processo do Pronto Atendimento do HSC. Chieko Aoki, presidente e fundadora da Rede Blue Tree Hotels, também registrou seu agradecimento à dedicação que a Instituição tem proporcionado à sua família. “No HSC, os pacientes se sentem em casa. A cultura japonesa, como o idioma e a culinária, faz toda a diferença. Para mim, este é o melhor hospital do Brasil”, declarou.

Para falar sobre a similaridade histórica e do propósito entre o Hospital Santa Cruz e o Hospital Nipo-Brasileiro, Akeo Uehara Yogui, Diretor-Presidente da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo – Enkyo, detalhou sobre a importância dos dois hospitais e como eles contribuem para a saúde e o cuidado da sociedade nikkei.

A terceira parte do evento contou com palestras que abordaram o panorama da saúde no Brasil. Sr. Jadson Costa, diretor de Mercado da Associação Nacional de Hospitais Privados – Anahp, fez discorreu sobre o atual cenário dos hospitais particulares no país e destacou a honra de ter o HSC afiliado à Associação. Já Dr. Sandro Garcia Hilário, Coordenador de Regulação do Sistema Único de Saúde – SUS no Município de São Paulo, falou que não há SUS sem a participação da iniciativa privada. “O HSC atende 183 pacientes de hemodiálise pelo SUS e já foram mais de 19 mil atendimentos envolvendo outras especialidades. É uma parceria que está rendendo bons frutos”, reforçou.

O evento foi finalizado com a palestra do Prof. Titular de Geriatria da FMUSP e Diretor do Serviço de Geriatria do HC-FMUSP, Wilson Jacob Filho, que apresentou o tema ‘Panorama da medicina preventiva e envelhecimento saudável’. O especialista ressaltou a importância das instituições hospitalares e outros segmentos do país se prepararem para atender à população idosa. “Se por um lado, a expectativa de vida da população aumentou de 40 para 80 anos, em virtude do desenvolvimento tecnológico, sanitário, médico e de outros avanços, por outro ainda temos muito que caminhar para oferecer qualidade de vida e condições saudáveis para essa população que envelhece, e que será a grande maioria daqui a algumas décadas”, enfatizou.

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