Encontre uma renda extra sem ter que trabalhar a mais por isso

A geração de dividendos ou proventos vem do investimento em ações de empresas na Bolsa de Valores ou da aplicação em Fundos Imobiliários. Nas ações, os lucros são pagos, ao menos, uma vez por ano, enquanto nos fundos o pagamento é mensal. Ambos podem gerar renda extra para dar aquela força no orçamento.

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Empresas com caixa líquido, que não têm grande necessidade de investimentos e geram caixa, têm tudo para serem boas pagadoras de dividendos

Já pensou na diferença entre o que se ganha de salário e o que realmente sobra todo mês? Para a maioria, o dinheiro que entra não é o bastante. Tudo vai para as despesas. E, a cada dia que passa, a situação só piora. As contas aumentam, e o salário não.

Os serviços de educação e saúde, por exemplo, entre setembro de 2016 e setembro deste ano, subiram 7,5% e 5,2%, respectivamente. Isso significa o triplo e o dobro da inflação, que no mesmo período foi de 2,5%. Como seria poder se livrar de todas as contas, sem cortar despesas, por meio de um rendimento extra? Esse rendimento pode vir na forma de dividendos.

A geração de proventos, como dividendos, JPC (Juros sobre Capital Próprio) e bonificações, vem do investimento em ações de empresas na Bolsa de Valores ou da aplicação em Fundos Imobiliários. Nas ações, os lucros são pagos, ao menos, uma vez por ano, enquanto nos fundos o pagamento é mensal. Ambos podem gerar renda extra para dar aquela força no orçamento.

COMO CONSEGUIR DIVIDENDOS

AÇÕES

O processo é simples, basta ter um CPF válido e acesso à internet. Para participar desse tipo de investimento, é recomendado ainda que o investidor tenha disponível para serem investidos pelo menos R$ 2 mil. “Esse é o valor mínimo com que um investidor clássico de renda pode iniciar, porque além de pagar o preço da ação também há despesas com taxas de custódia e corretagem”, explica Sérgio Oba (goo.gl/hs2JB2), autor da série Vacas Leiteiras (goo.gl/xwAhW1), o relatório da Empiricus (goo.gl/NN2xCC) dedicado a recomendações das melhores ações pagadoras de dividendos.

Aqui o desafio é descobrir as melhores empresas da Bolsa com características que atendam o investidor de renda. Mais do que fazer apenas uma análise quantitativa (empresas que pagam mais dividendos), a chave está em analisar a qualidade dos dividendos para determinar se eles são distribuídos de forma consistente.

Para isso, é preciso olhar a capacidade de geração de caixa, entender a filosofia da empresa quanto aos dividendos e riscar da lista as empresas endividadas, com grande necessidade de capex (investimentos) no médio e longo prazos, além de vários outros aspectos. “Empresas com pouca ou nenhuma dívida, ou seja, com caixa líquido, que não têm grande necessidade de investimentos e geram caixa, têm tudo para serem boas pagadoras de dividendos”, ressalta Oba.

Não há data predefinida para o pagamento dos dividendos. Algumas empresas pagam mensalmente, outras com frequência semestral e algumas até anualmente. Isto é, ao menos uma vez por ano, a empresa tem que distribuir pelo menos 25% do seu lucro líquido para os acionistas; isso, claro, se tiver obtido lucros. Uma atratividade dos dividendos para pessoa física é o beneficio fiscal da isenção do Imposto de Renda.

FUNDOS DE DIVIDENDOS

Em geral, os fundos de dividendos podem ser um primeiro passo para quem nunca investiu em ações. São fundos que alocam boa parte do capital de suas carteiras em ações de empresas com histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos).

Existem duas grandes diferenças entre investir por conta própria em ações e por meio de um fundo. A primeira é que existe a taxa de administração, que varia de um fundo para o outro. A segunda: os dividendos não são isentos de Imposto de Renda. Até 2015 existia a isenção, mas a Receita interpretou, por meio da instrução normativa nº 1.585/15, que quando o dividendo fosse gerado por uma ação dentro de um fundo deveria pagar imposto.

A partir dessa mudança, os fundos deixaram de distribuir os dividendos entre os investidores. Agora, os proventos são depositados dentro do fundo – e não na conta do investidor – para serem reinvestidos pelo gestor em ações. Outra diferença entre investir sozinho e por um fundo é que nos fundos existe a presença de um investidor profissional que acompanha o sobe e desce das ações, além de estudar as melhores alternativas de empresas pagadoras de dividendos.

Além de olhar a taxa de administração, antes de escolher um fundo de dividendo é importante que o investidor estude a composição das carteiras, para ver se está alinhada com a sua expectativa. Afinal, é ela que vai determinar a rentabilidade e o risco do investimento.

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Os FIIs captam recursos no mercado para investir em empreendimentos imobiliários com o objetivo de gerar retorno com a locação, arrendamento e/ou venda de imóveis. Como os FIIs são fundos fechados, para entrar ou sair deles é preciso comprar ou vender cotas por meio de uma corretora de valores (goo.gl/2JnuxA). Comprar uma cota significa que o investidor se torna dono de uma fração dos empreendimentos imobiliários que compõem o fundo.

Os dividendos vêm dos aluguéis dos empreendimentos que são pagos mensalmente, após o fundo descontar as taxas da Bolsa e de manutenção do próprio fundo. Os fundos de investimento imobiliário devem distribuir, no mínimo, 95% dos resultados obtidos. É importante mencionar que os proventos são isentos de Imposto de Renda, porém nos FIIs são cobrados 20% de IR no caso de ganhos de capital, isto é, na venda das cotas.

Para obter os melhores proventos, é preciso escolher um bom fundo. Para isso, prefira os FIIs com imóveis bem localizados, pois estes costumam ser mais valorizados na hora de alugar ou vender. Também é preciso ficar atento se o fundo imobiliário é dono do prédio inteiro. Alguns compram apenas andares de edifícios e, na hora de vender ou alugar o empreendimento, precisam concorrer com outros proprietários dentro do mesmo prédio.

Neste tipo de investimento, outro ponto que vai impactar os dividendos (goo.gl/nShMKu)
distribuídos é a vacância (imóvel vago) ou inadimplência. Para evitar tais problemas, o investidor precisa dar preferência a FIIs multiativos (com vários prédios) e com inquilinos com históricos sólidos.

Quer saber mais sobre as melhores opções para conseguir dividendos e ter uma renda extra? Acompanhe as newsletters gratuitas da Empiricus.

Website: https://www.empiricus.com.br/conteudo/newsletters/?XE-ME-DINO-X-X-X-REF-X-X

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