Com alta de 6,5%, 2019 começa aquecido e mercado automotivo investe em tecnologia

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Com alta de 6,5%, 2019 começa aquecido e mercado automotivo investe em tecnologia
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Só nos meses iniciais, o ano já se mostrou saudável para as vendas de carros, somando 83.672 carros e veículos comerciais leves em janeiro. Concessionárias realizam investimentos estratégicos para otimizar operações e aproveitar e participar do crescimento

O ano de 2019 começou aquecido para o mercado de venda de automóveis no Brasil. Ainda no início de janeiro, 83.672 carros e veículos comerciais leves foram comercializados, alta de 6,5% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto o índice de vendas diárias ficou em 8.367 unidades.

Os números são da agência AutoInforme e mostram a saúde do setor na arrancada do ano. O crescimento segue a boa onda de 2018, quando, também de acordo com a Fenabrave, as vendas de veículos novos cresceram 14,6% sobre 2017.

Para algumas empresas do setor, investimentos em tecnologia estão na esteira da estratégia de crescimento, para acompanhar o bom ritmo do segmento. Concessionária representante oficial das marcas Jeep, Fiat e Iveco, com revendas em Curitiba e Paranaguá-PR, a Florença foi uma das que seguiu esta linha.

A companhia decidiu migrar seus sistemas para a nuvem, visando a acompanhar o dinamismo e os desafios do mercado automotivo – entre eles, a descentralização entre revendas ou filiais.

A migração foi realizada pela 2Cloud, empresa especializada em cloud computing. Para Vicente Oliveira Neto, supervisor de TI da Florença, este foi um dos argumentos mais importantes na decisão da rede pela migração para a nuvem. “Com a nuvem, todas as nossas filiais conseguem acessar as informações de que precisam, em um ambiente integrado, seguro, de alta performance”, comenta o executivo.

Na Florença, o formato “client server” foi o adotado, por permitir que todas as revendas mantenham seus sistemas legados, embora o ERP utilizado, bem como outros sistemas essenciais para a operação e gestão, rodem na nuvem.

“Antes, com tudo hospedado em casa, tínhamos todo o ônus da manutenção da infraestrutura. Não havia a flexibilidade e escalabilidade que temos hoje, com a nuvem, para garantir sistemas rodando sempre”, comenta Oliveira Neto. “Hoje, temos muito mais facilidade neste processo, sem contar que todas as filiais têm melhor acesso a sistemas e informações”, complementa.

Hoje, o data center da matriz da Florença, em Curitiba, ainda é mantido, hospedando arquivos e sistemas críticos para os quais há backup na nuvem da 2Cloud.

“Este formato de nuvem híbrida trouxe economia, já que parte do data center in house foi desativado. Além de economizar com energia elétrica e outros insumos, também reduzimos a necessidade de destinar profissionais da TI para manutenção desta estrutura. Hoje, esta demanda é menor, o que, para nós, é um ganho estratégico”, destaca o supervisor.

Para o diretor Geral Paulo Roberto de Freitas, a migração para a cloud trouxe à Florença ganhos como redução de custo e investimento, pois a empresa precisaria expandir o data center e, com a nuvem, isso se tornou desnecessário.

“Olhando para nosso budget, entendemos que a migração para a cloud é um investimento de médio prazo, porém com uma escalabilidade tecnológica imediata”, comenta Freitas.

Sobre as vantagens do modelo em nuvem, ele salienta: “a migração foi imperceptível para nossos colaboradores e, quando há algum gargalo, a velocidade de resolução é grande. Hoje, emitimos aproximadamente 2500 notas fiscais por dia, e o tempo entre a conclusão da venda de uma peça e a emissão da NF é de aproximadamente 30 segundos. Este é apenas um exemplo dos benefícios que obtivemos”, ressalta.

Já o diretor da 2Cloud, Gabriel Goltz, enfatiza que, se a Florença fosse adquirir todos os equipamentos dedicados para ter a mesma estrutura que hoje possuem em nuvem, o investimento não ficaria abaixo de R$ 1 milhão.

“Sem contar que não teriam serviços especializados, como monitoramento 24x7x365, nem a elasticidade da nuvem, que permite ampliar a infra contratada sempre que necessário, e sem todas as garantias de um data center com certificação Tier III, como é o nosso”, conclui Goltz.

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